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Dólar sobe e vai a R$ 5,80, com temores de recessão nos EUA ganhando força; bolsas despencam

O dólar abriu em forte alta nesta segunda-feira (5), enquanto cresce o receio de que uma recessão econômica nos Estados Unidos possa estar próxima.

Na última sexta-feira (2), novos dados de emprego no país mostraram que a maior economia do mundo dá sinais de desaceleração.

O payroll, relatório de emprego dos Estados Unidos que mostra o aquecimento do mercado de trabalho e seu potencial de pressão sobre a inflação, reportou 97 mil vagas criadas no setor privado em julho, abaixo do registrado no mês anterior e menor que as projeções.

Isso, junto a uma taxa de juros que continua elevada no país, reacende as dúvidas sobre a força da economia americana nos próximos meses.

Acompanhando esses temores, que levam os investidores a assumirem uma postura de maior cautela com os investimentos, bolsas de valores no mundo inteiro vivem um dia de fortes baixas.

Dólar

Às 09h15, o dólar subia 1,66%, cotado a R$ 5,8036. Na máxima do dia, chegou a R$ 5,8641. 

Na última sexta-feira, a moeda norte-americana teve queda de 0,45%, cotada em R$ 5,7091.

Com o resultado, acumulou:

  • alta de 0,91% na semana;
  • ganho de 0,97% no mês;
  • alta de 17,65% no ano.

O que está mexendo com os mercados?

O mercado continua repercutindo informações da semana passada, enquanto aguarda a divulgação de novos indicadores econômicos dos Estados Unidos.

Na sexta, o payroll com 97 mil vagas em julho veio abaixo dos 136 mil postos de trabalho registrados em junho e abaixo, também, das 148 mil vagas que eram esperadas pelo mercado financeiro.

Os números fizeram coro a outro dado de emprego divulgado na quinta-feira: os Estados Unidos tiveram um aumento de 14 mil pedidos iniciais de seguro desemprego na semana passada, totalizando 249 mil, contra 236 mil das projeções de mercado.

Além disso, a decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de ainda não cortar os juros – hoje entre 5,25% e 5,50% ao ano – também contribui para a percepção de que uma desaceleração mais expressiva pode atingir o país.

Isso porque juros altos encarecem processos de tomada de crédito e financiamento para pessoas e empresas, o que tende a diminuir o consumo da população e frear os investimentos das companhias em seu próprio crescimento – podendo afetar, ainda mais, o mercado de trabalho.

Há expectativa, porém, de corte de juros em setembro por praticamente 100% dos participantes do mercado financeiro, segundo a ferramenta de análise FedWatch do CME.

Alimentando ainda mais essa cautela, uma série de balanços corporativos também pesam sobre a percepção do mercado, com destaque para resultados abaixo do esperado por gigantes da tecnologia, como Amazon e Intel.

Seguindo os temores, bolsas de valores do mundo inteiro vivem um dia de forte desvalorização.

Na Ásia, os mercados já fecharam e todos os principais índices acionários caíram, com destaque ara o Japão:

  • O índice Nikkei 225, da bolsa de Tóquio, despencou 12,40%, patamar que não era visto desde a crise financeira global de 2011;
  • No Taiwan, o índice Taiex teve queda forte de 5,7%;
  • Em Hong Kong, o Hang Seng perdeu 2,1%;
  • Na Austrália, o S&P/ASX200 recuou 1.3%;
  • Na Coreia do Sul, o Kospi caiu 3,4%.

Na Europa, as bolsas também operam com quedas expressivas. O índice STXX Europe 600, que reúne 600 empresas distribuídas entre 17 países do continente, recuava mais de 3%.

Com informações G1

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