Após denúncia do deputado federal e pré-candidato a prefeito de Cuiabá pelo PL, Abilio Brunini, de que o governo do Estado estava criando regras administrativas para favorecer as atuais empresas de transporte coletivo operar o BRT (Bus Rapid Transit) após a conclusão da obra, a Secretaria de Comunicação de Mato Grosso divulgou nota de esclarecimento para informar que o governador Mauro Mendes (União Brasil) fará uma licitação, anulando atos administrativos anteriores.
O último termo aditivo comprovava que o empresário Rômulo Botelho, irmão do pré-candidato a prefeito de Cuiabá, deputado estadual Eduardo Botelho (União Brasil), previa a possibilidade de os ônibus comprados seriam doados para operar o BRT serão doados pelas atuais empresas operadoras do transporte público de Cuiabá e Várzea Grande.
Assim, a exploração do BRT ficaria a cargo do Consórcio Municipal de Transportes (CMT), Integração Transporte e a União Transporte, todas empresas de propriedade do empresário Rômulo Botelho. O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) reforçou a denúncia de Abilio na tribuna da Assembleia Legislativa em sessão do dia 3 deste mês. O petista aproveitou a oportunidade para apresentar um projeto de lei para obrigar o Estado a realizar a licitação e oferecer tarifa de R$ 1 real por cinco anos. Botelho, irritado, chamou o petista de “vagabundo”, inclusive, vindo a agredi-lo com um empurrão, sendo contido por outros parlamentares.
Com investimento programado de R$ 480 milhões, o anteprojeto do BRT prevê a implantação de 49,2 quilômetros de faixas dedicadas à circulação do BRT, cinco linhas-eixos, os terminais André Maggi, em Várzea Grande, e os terminais CPA e Coxipó, em Cuiabá, e 46 estações na Região Metropolitana de Cuiabá. As cinco linhas do BRT serão: BRT 1 Terminal CPA – Terminal André Maggi, BRT 2 Terminal CPA – Área Central de Cuiabá, BRT 3 Terminal André Maggi – Área Central de Cuiabá, BRT 4 Terminal Coxipó – Área Central de Cuiabá e BRT 5 Terminal Coxipó – Área Central de Cuiabá (semi-expressa).
Em nota, o governador Mauro Mendes informou que só obteve conhecimento do termo aditivo a partir da divulgação pela imprensa. Confira abaixo a nota de esclarecimento da Secretaria de Comunicação do Estado.
“O governador Mauro Mendes tomou conhecimento pela imprensa de que foi assinado, em dezembro de 2022, termo aditivo que permite a interpretação, de modo totalmente impróprio, que a atual concessionária do serviço público de transporte coletivo entre Cuiabá e Várzea Grande, poderá operar o BRT sem a realização de licitação.
O governador já havia manifestado recentemente, de forma contundente, que será realizada a licitação para operação do novo modal.
O governador determinou à SINFRA e à PGE que adotem as providências cabíveis para cancelar o termo aditivo e a adotar as devidas providências para licitar a operação do BRT.
