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Brasil registra 673 focos de incêndio, quase 70% no Mato Grosso

O Brasil registrava 673 focos de incêndio no domingo (29.set.2024). Os dados são do sistema BDQueimadas do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), divulgados nesta 2ª feira (30.set).

O Pantanal concentra a maior parcela das ocorrências, com 296 –ou 44%. Mato Grosso é o Estado com o maior número de queimadas, com 454 focos registrados em 24h. É seguido por Mato Grosso do Sul (34) e Piauí (19)

Os 6 biomas registraram a incidência de fogo. A Amazônia teve o 2º maior número, com 154 focos – 22,9% do total.

O Brasil encerrou o mês de agosto de 2024 com o pior número de queimadas em 14 anos. Foram 68.635 ocorrências –o 5º maior da série histórica, iniciada em 1998. Foi uma alta de 144% em relação ao mesmo período de 2023. Setembro já ultrapassou o número de focos de incêndio de agosto e é, até o momento, o pior mês deste ano quanto ao número de queimadas. O mês é ainda o setembro com maior número de queimadas desde 2010: são 82.191 focos de incêndio. Em 2024, são 209.242 ocorrências do tipo.

Entenda as causas:

A seca e a estiagem que afetam grande parte dos municípios são comuns no inverno brasileiro. A temporada teve início em junho e segue até o final de setembro. No entanto, a intensidade em que ocorrem na estação, este ano, é atípica. São 2 os fatores que mais impactam no cenário: Na região da Amazônia, além dos focos de incêndio, a seca toma formas preocupantes. Os municípios amazônicos enfrentam cerca de 1 ano de estiagem. É fortes ondas de calor – foram 6 desde o início da temporada, segundo o Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais). Por outro lado, as ondas de frio foram somente 4; antecipação da seca – em algumas regiões do Brasil, o período de seca começou antes do inverno.

Na amazônica, por exemplo, a estiagem se intensificou quase 1 mês antes do previsto, já no início de junho intensidade do El Niño – o regime de chuvas foi impactado pelo fenômeno que aquece as águas do Oceano Pacífico. Ele teve o pico no início deste ano e influenciou o começo da seca; aquecimento anormal das águas do Atlântico Tropical Norte – a temperatura na região marítima, que fica acima da América do Sul, chegou a aumentar de 1,2 °C a 1,4 °C em 2023 e 2024; temperaturas globais recordes – em julho, o mundo bateu o recorde de maior temperatura já registrada na história. O cenário cria condições para ondas de calor mais fortes.

 

Com informações Poder 360

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