A situação é ainda mais preocupante quando se observa o aumento de quase 80% nos casos de dengue com sinais de alerta, que podem evoluir para formas mais graves da doença. Neste ano, já foram registrados 637 casos com sinais de alerta, contra 354 no mesmo período do ano passado. Além disso, o estado já contabiliza 13 mortes confirmadas pela dengue e nove casos em investigação.
Segundo a professora Ana Paula Muraro, do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), o aumento nos casos de dengue grave pode ser atribuído a diversos fatores, sendo o principal a circulação simultânea dos quatro sorotipos do vírus da dengue. A presença de diferentes sorotipos aumenta o risco de infecções secundárias, que tendem a ser mais graves.
Outro fator relevante é a falta de imunidade da população para alguns sorotipos menos frequentes nos últimos anos. A circulação do vírus dengue 3 e 4, por exemplo, tem sido mais intensa em 2024, o que torna uma parcela maior da população suscetível a formas mais graves da doença.
Dengue grave: o que é e como se prevenir
A dengue grave é a forma mais grave da doença e ocorre quando o sistema imunológico reage de forma exagerada ao vírus, causando danos em diversos órgãos. Os sintomas da dengue grave incluem dor abdominal intensa, vômitos persistentes, dificuldade para respirar, sangramento e queda da pressão arterial.
Em caso de sintomas como febre alta, dor de cabeça, dores no corpo, manchas vermelhas na pele, vômitos e falta de apetite, é importante procurar atendimento médico imediatamente. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são essenciais para evitar complicações e salvar vidas.