O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), criticou exageros cometidos por vereadores durante fiscalizações em unidades de Saúde e órgãos ligados à prefeitura. O apontamento foi feito quando o chefe do Executivo foi questionado sobre o pedido de abertura de uma Comissão Processante contra o vereador Marcrean Santos (MDB), acusado de invadir a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do antigo Pronto-Socorro da Capital. O Conselho Regional de Medicina repiou a conduta, que classificou como abuso de autoridade e pediu providências, além de citar o risco à saúde e segurança dos pacientes.
Em entrevista à imprensa na quinta-feira (20), o emedebista recordou que membros da oposição também já atuaram de forma indevida e não foram criticados. “É preciso discutir os limites do parlamentar sobre entrar em órgão público. A oposição fez isso desde o primeiro mandato, inclusive intimidando, filmando e assediando servidores. Ninguém falava nada nessas situações”, pontuou.
Marcrean é líder do prefeito na Câmara Municipal e foi acusado de utilizar nome falso para acessar a UTI, no último dia 9 de junho. Ele estaria tentando ajudar familiares a ter informações de uma paciente que estava internada há 30 dias em estado grave. Na ocasião, ele teria se desentendido com um médico, que denunciou o parlamentar ao Conselho Regional de Medicina (CRM).
A entidade protocolou um pedido de processante contra o líder, rejeitado pelo Legislativo. Além dessa solicitação, um pedido semelhante foi protocolado pelo vereador Rogério Varanda (PSDB), que ainda será analisado.
Aliados em risco
Marcrean não é o único aliado do gestor municipal que pode ter o mandato perdido. O vereador Paulo Henrique (MDB) também é alvo de uma processante por supostamente participar de um esquema que facilitava a liberação de licenças para eventos do Comando Vermelho na Baixada Cuiabana.
Ao comentar sobre as polêmicas, o prefeito disse que os vereadores “saberão se defender” e que “todos são inocentes até que se prove o contrário”. “Os objetos que o levaram para a Comissão Processante não têm nada a ver com o exercício na liderança do prefeito. Eles saberão se defender, até mesmo porque todos são considerados inocentes até que se prove o contrário”, acrescentou.