Investigação da Controladoria Geral do Estado aponta indícios de superfaturamento em compras do Estado
O deputado estadual Eduardo Botelho (UB) é o parlamentar que mais destinou emendas que agora são investigadas pela Polícia Civil por suspeita de fraude na execução de programas destinados a agricultura familiar. Conforme dados do Fiplan (Sistema Integrado de Planejamento, Contabilidade e Finanças) gerenciado pelo Estado. Atualmente, Botelho é candidato a prefeito de Cuiabá com apoio da maioria dos deputados que compõem a Assembleia Legislativa e do governador Mauro Mendes (UB).
A quantia de R$ 17,749 milhões foi destinada para a agricultura familiar por meio de emendas de bancada. Trata-se da indicação de líderes dos partidos representados na Assembleia Legislativa. Individualmente, Botelho indicou R$ 400 mil.
Esse dinheiro serviu para a compra de ferramentas manuais, garrafas térmicas, carrinhos de mão, enxada, foices com cabo, pá bico estreito com cabo, cavadeira articulada com dois cabos, curvo leve com cabo, baldes plásticos com alça 10 litros, enxadão estreito com cabo, machados, picaretas, martelos, torques armadores, facão para corte de matagal e pulverizadores.
Entenda o caso
Em julho deste ano, o governo do Estado informou à CGE a respeito de um suposto esquema, que levou ao início das investigações pela Deccor. Na ocasião, o então secretário de Agricultura Familiar, Luiz Arthur Ribeiro, o “Luluca”, foi exonerado do cargo.
Também foram exonerados o secretário adjunto de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Rural, Clóvis Figueiredo Cardoso; o secretário adjunto de Administração Sistêmica, Talvany Neiverth; a chefe de gabinete, Aline Emanuelle Rosendo; e o assessor jurídico, Ricardo Antônio de Lamonica Israfel Pereira.
Em uma ação que tramita em segredo de Justiça, o juiz João Bosco Soares da Silva, do Núcleo de Inquéritos Policiais, autorizou o bloqueio de R$ 28 milhões em bens dos investigados na Operação Suserano, deflagrada nesta terça-feira (24) pela Polícia Civil, que investiga um esquema na execução de emendas parlamentares instalado na Secretaria de Estado Agricultura Familiar (Seaf-MT). O caso foi relatado pelo Governo de Mato Grosso à Controladoria Geral do Estado (CGE).
De acordo com a polícia, a investigação ocorreu por meio da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) e teve início a partir de um relatório de auditoria da CGE, que apontou que o preço estava até 80% mais alto do que o valor de mercado para a compra de kits de agricultura familiar.
Com informações Redação
