Após 24 anos da implementação da reeleição para cargos executivos no Brasil, ficou claro que essa prática se mostrou uma escolha equivocada. As expectativas iniciais, de que esse modelo possibilitaria aos governantes concluir projetos de longa duração e estimular a boa gestão, não se sustentam mais.
Na prática, prefeitos, governadores e o presidente da República, uma vez eleitos, já começam seus mandatos com a mente voltada para a busca de um novo mandato em quatro anos. O que deveria ser um governo focado na coalizão para a aprovação e execução de projetos em benefício da população acaba se transformando em um governo de cooptação. Essa situação resulta na distribuição de cargos, troca de favores e no uso indiscriminado da máquina pública para fins eleitorais. Isso inclui nomeações políticas e práticas de empreguismo, o que desequilibra o pleito ao favorecer aqueles que já ocupam cargos executivos. Além disso, fomenta “alianças” eleitorais precoces e múltiplas, desvirtuando ou anulando o papel fiscalizatório do Legislativo.
No contexto atual de Colíder, no Norte do Mato Grosso, a corrida eleitoral conta com quatro candidatos à prefeitura. O atual prefeito Maninho enfrenta uma gestão desgastada e é envolvido em diversos indícios de corrupção que têm como pivô seu secretário de governo, Ed Motta. Por outro lado, temos o ex-prefeito Jaime Marques, um veterano da política local que concorre mesmo diante de indefinições judiciais; sua presença é uma incógnita, mas ele parece determinado a não abandonar o cenário político.
Outro nome conhecido é o ex-prefeito Celso Banazeski, que também busca se manter relevante na política ao lançar Rodrigo Benassi como seu substituto, apesar da rejeição que enfrenta. Em meio a essa disputa entre os ex-prefeitos surge Flavinha, vereadora que recentemente assumiu temporariamente o mandato de deputada federal. Com suas propostas inovadoras e um forte apelo por mudança, ela se apresenta como uma alternativa viável para Colíder retomar seu crescimento estagnado há tempos.
Esse cenário eleitoral evidencia a necessidade urgente de renovação e a busca por gestores comprometidos com o bem público, longe das práticas corrompidas que marcaram os últimos anos. A população precisa refletir sobre suas escolhas e considerar se realmente deseja perpetuar ciclos viciosos ou se está pronta para abraçar novas ideias e lideranças.
Com informações Redação
