A fumaça dos incêndios tem sufocado a comunidade indígena Capoto Jarina, no norte de Mato Grosso, próximo ao município de São José do Xingu, a 931 km de Cuiabá. A região é atingida pelas chamas há mais de um mês e já destruiu mais de 40 mil hectares da Floresta Amazônica, segundo os brigadistas.
Segundo o líder indígena Megaron Txucarramae, os indígenas com problemas respiratórios são os que mais sofrem. No posto de saúde da aldeia, a maior parte dos atendimentos é de crianças, e os sintomas mais comuns são a presença de tosse, coriza e dor nos olhos, por causa da fumaça.
Toda a fumaça também dificulta o trabalho dos 38 brigadistas que tentam apagar os focos. De acordo com o supervisor estadual dos brigadistas Prevfogo- MT, Guilherme Camargo, os obstáculos para combate às chamas na Terra Indígena não se limitam aos incêndios.
Até o dia 11 de setembro, cerca de 41 terras indígenas já tinham sido afetadas pelas chamas, segundo a Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso (Fepoimt). As consequências desta devastação incluem plantações usadas para sustento dos povos indígenas destruídas e mudanças temporárias de moradias.
Os incêndios comprometem a alimentação do indígenas, como é o caso dos moradores da Aldeia Piaruçu, na Terra indígena Capoto Jarina, na região do Parque Indígena do Xingu. Segundo Yaka Metuktire, a plantação de mandioca, principal alimento para os filhos e netos, foi destruída.
Com informações g1
