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Lúdio e Abilio lembram que Botelho é dono de empresa de ônibus e iria gerenciar BRT

O candidato a prefeito de Cuiabá pelo PT, deputado estadual Lúdio Cabral declarou na terça-feira (20), durante debate do Portal Primeira Página, que o governo do Estado estava planejando comprar vagos do BTR para, posteriormente, doá-los ao Consórcio Municipal de Transportes (CMT) e permitir o gerenciamento do sistema do modal de transportes as empresas administradas pelo empresário Rômulo Botelho, irmão do presidente da Assembleia Legislativa e candidato a prefeito de Cuiabá pelo União Brasil, deputado estadual Eduardo Botelho.

“O Estado iria entregar de presente porque já tinha um contrato assinado desde o dia 22 de dezembro de 2022, com as empresas do senhor Rômulo Botelho, irmão do candidato Eduardo Botelho a operação do BRT até 2037. Uma Mega Sena por ano até 20237. Infelizmente, o deputado Eduardo Botelho se desequilibrou no plenário naquele momento. Uma postura muito lamentável e triste. A população tem que ficar atenta a isto”, disse Lúdio Cabral.

O petista defende que após a conclusão da obra do BRT seja cobrada a tarifa de R$ 1 real diante dos transtornos que a população de Cuiabá enfrentou com a promessa não concluída de entrega do VLT (Veículo Leve Sob Trilho). O modal projetado ainda para a participação de Cuiabá na Copa do Mundo de 2014, mesmo com investimento projetado de R$ 1,477 bilhão, jamais foi concluído e tornou-se uma obra símbolo da corrupção no país.

Em seguida, o candidato a prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, lembrou que foi o autor da denúncia de que o governo do Estado planejava entregar a gestão do sistema operacional do BRT às empresa de família do candidato Eduardo Botelho. Após o escândalo vir à tona, o governo do Estado cancelou os termos aditivos assinados pela Secretaria de Estado de Infraestrutura.

Sobre a denúncia do BRT, muito obrigado, fui eu que apresentei a denúncia no programa do Antero [Rádio Cultura FM], inclusive a empresa do irmão do Botelho opera o transporte público de Cuiabá e o intermunicipal Cuiabá-Várzea Grande. Você eleitor, que está andando no ônibus, com dificuldades e superlotação, pense bem, é o irmão do Botelho o dono dessa empresa de ônibus. Você pode estar elegendo para alguém que é irmão de quem te trata tão mal no transporte público”, disse.

Diante das críticas dos adversários, Botelho silenciou e nada comentou a respeito do seu irmão gerenciar o sistema de frota de ônibus de Cuiabá e Várzea Grande.

 

 

Com informações Redação 

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