Em meio à divulgação da existência de um contrato do governo do Estado que iria permitir à família do deputado estadual Eduardo Botelho assumir a responsabilidade pelo sistema operacional do BRT, após a devida conclusão da obra, dois deputados estaduais ignoraram os fatos e saíram escancaradamente a favor do presidente da Assembleia Legislativa. Trata-se dos deputados estaduais Alberto Machado, o popular Beto Dois a Um (PSB) e Janaína Riva (MDB)
O contrato com suspeita de favorecimento foi divulgado pelo deputado federal e pré-candidato a prefeito de Cuiabá pelo PL, deputado federal Abilio Brunini. Posteriormente, o deputado estadual Lúdio Cabral (PT) reforçou a denúncia em sessão do dia 3 de julho
No exercício do primeiro mandato, Beto Dois a Um, conhecido pela lealdade ao governador Mauro Mendes, do qual já foi secretário de Estado de Cultura, prefere não comentar nada a respeito da dispensa de licitação que permitiria ao empresário Rômulo Botelho, irmão de Eduardo Botelho, gerenciar o BRT até 2037. Pelo plano inicial, o Estado compraria a frota de ônibus, ao custo de R$ 248 milhões, em seguida, repassaria a empresa CMT Transportes
Mesmo com a existência de um documento disponível a qualquer cidadão, Beto Dois a Um classificou o episódio de “Fake News”. Já a deputada Janaina Riva, cujo pai José Geraldo Riva, enquanto presidente da Assembleia Legislativa, patrocinou o escândalo do VLT, obra que jamais saiu do papel ao custo de R$ 1,4 bilhão, preferiu concentrar críticas ao projeto populista do petista Lúdio Cabral de obrigar tarifa do BRT a R$ 1 real por cinco ano.
Pelo visto, fiscalizar atos do Executivo e de seus colegas não é forte dos deputados que compõem a Assembleia Legislativa.