Após a denúncia do pré-candidato a prefeito de Cuiabá pelo PL, deputado federal Abilio Brunini, de que o governo do Estado tem criado regras administrativas para vir a favorecer as atuais empresas de ônibus na concessão do BRT, contemplando assim a família do pré-candidato a prefeito de Cuiabá pelo União Brasil, Eduardo Botelho, em contratos milionários que poderão durar até 2037, o deputado estadual Lúdio Cabral, pré-candidato a prefeito de Cuiabá pelo PT, apresentou um projeto de lei na Assembleia Legislativa para obrigar o governo do Estado a realizar licitação para escolha da empresa que irá administrar o modal de transporte.
O projeto ainda continha a ideia de obrigar o Estado a manter, em cinco anos, o valor da tarifa em R$ 1 real. Sem a devida discussão e estudos técnicos, a proposta foi considerada populista e eleitoreira. Inicialmente, doze deputados assinaram o requerimento para aprovação em regime de urgência. No entanto, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Eduardo Botelho, articulou para a retirada das assinaturas, impedindo assim a votação em regime de urgência.
A partir daí, Lúdio Cabral se aproximou da mesa da presidência para tirar uma foto do documento do qual os parlamentares haviam assinado. Neste momento, Botelho se irritou, deu um empurrão no petista e passou a ofendê-lo verbalmente: “sai daqui vagabundo”, “aqui não é lugar de vagabundo”, dizia aos gritos.
Botelho não deu nenhuma resposta satisfatória por confundir interesses públicos com privados. Já Lúdio reforçou que Botelho tem interesse direto na licitação do BRT para favorecer a própria família. Por isso, o interesse direto em se eleger prefeito.
