O pré-candidato a prefeito de Cuiabá pelo União Brasil, deputado estadual Eduardo Botelho, se irritou com a imprensa ao ser questionado nesta quarta-feira (26) a respeito do contrato firmado pelo seu irmão, o empresário Rômulo Botelho, com vistas a assumir o sistema operacional do BRT, após a obra do modal ser concluída em Cuiabá.
Ao ser questionado se tem conhecimento de que seu irmão, o empresário Rômulo Botelho, assinou contrato, conforme está comprovado documentalmente no site institucional da Secretaria de Estado de Infraestrutura, Botelho perdeu a paciência com o repórter. “Amigo, acabei de dizer que o secretário disse que não compraram ainda os ônibus. Ainda vão discutir a compra do ônibus, o modelo do ônibus, depois a discussão da operação”, disse.
Botelho novamente se esquivou a respeito da informação dada publicamente pelo seu adversário político, o deputado federal e pré-candidato a prefeito de Cuiabá pelo PL, Abilio Brunini.
“São falácias e que inclusive eu defendo que seja licitado. Que seja feita uma nova licitação para evitar pré-julgamento. No mais, são falácias e eu não quero bater boca a respeito disso”, afirmou.
Pelas regras definidas pela Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra), os ônibus comprados para operar o BRT serão doados pelas atuais empresas operadoras do transporte público de Cuiabá e Várzea Grande.
Assim, a exploração do BRT ficaria a cargo do Consórcio Municipal de Transportes (CMT), Integração Transporte e a União Transporte, todas empresas de propriedade do empresário Rômulo Botelho.
O Estado será o responsável pela compra da 56 ônibus elétricos “para que as empresas operadoras promovam a operação dos serviços do BRT quando a sua infraestrutura estiver concluída”.
“O trabalho de provimento da frota de ônibus elétricos envolve estudos de engenharia e modelagens de contratação, direta, por locação ou concessão, as quais deverão ser realizadas pelo Estado”, diz trecho do documento da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra).
