O jornal israelense The Jerusalem Post divulgou uma matéria neste domingo, 16, revelando que a Al Jazeera, veículo estatal de comunicação e propaganda política do Catar, está censurando vozes palestinas que criticam o grupo terrorista. A reportagem mostra exemplos de vídeos de palestinos, incluindo um médico de Gaza, cujas críticas ao Hamas foram cortadas antes da exibição pública.
A reportagem detalha que um vídeo de um médico de Gaza, ferido durante a Operação Arnon, foi editado para omitir suas críticas contundentes à liderança do Hamas. No vídeo original, o médico criticava a liderança por sua “familiaridade com o derramamento de sangue” e acusava-os de “acostumarem-se com a carnificina”.
Esta não é a primeira vez que a Al Jazeera é acusada de manipular informações para favorecer o Hamas. Em novembro, outro vídeo mostrou uma idosa ferida em um hospital de Gaza, entrevistada por um repórter da Al Jazeera, sendo interrompida ao criticar o Hamas por se esconder entre civis.
Na quinta-feira, 13, o Tribunal Distrital de Tel Aviv aprovou a renovação da proibição temporária da Al Jazeera, citando seu impacto negativo ao incitar atos terroristas. “A Al Jazeera é vista pelo Hamas como seu braço de propaganda e inteligência”, declarou o tribunal.
O Papel das Redes Sociais
Em meio à censura, muitos palestinos recorrem às redes sociais para expressar suas críticas ao Hamas. Vídeos e transmissões ao vivo são usados para denunciar as ações do grupo, apesar do risco de represálias.
Segundo uma pesquisa recente, 46% dos moradores de Gaza ainda desejam que o Hamas continue no poder após a guerra, enquanto 71% dos moradores da Cisjordânia preferem o grupo no comando, influenciados em parte pela cobertura tendenciosa da Al Jazeera.
